Uma sala escura, uma música que ecoa baixinho pela sala.
O palco está montado… Introspecção controlada, de tempo, espaço…de género, local.
É uma viagem pela alma… de resgate, de luta ou então, será de abandono…
Talvez seja mais uma intermitência…
Um copo meio vazio que se move na mão, fazendo deslizar o gelo.
Uma vida de questões que se movem pela mente. Os, “e se” que se acumulam e que tardiamente, ou nunca, teimam em não se tornarem certezas.
Um pouco disto, daquilo, mas que se vão acumulando em nadas.
Pensa-se, ” e se pudesse voltar atrás…”, contudo, é só mais um “se” que se deposita na mente, agregado aos restantes.
Tenta-se encontrar o coração, mas dele nem sinal.
Adormeceu à muito, esperando um dia poder despertar…
Bebe-se mais um gole…a garganta inflama.
Olha-se a janela procurando respostas…silêncio.
Mais um gole…
Deixa-se adormecer a mente, dormente e estagnada…
Coloca-se de parte todas as questões, desiste-se de pensar. Talvez, por cansaço... ou talvez assim, renunciando à busca, as respostas apareçam.
Epifania!
Aprecia-se a satisfação das batalhas travadas e o doce gosto dos poucos triunfos conseguidos…
Aprecia-se o conforto do sofá e o momento…
Aprecia-se a esperança e o sorriso que renasce…
Aprecia-se a Vida…
Shiuu…. Enjoy the silence!
2 de outubro de 2009
11 de setembro de 2009
Partilha...
http://www.totallyfuzzy.net/ourtube/prince-and-the-revolution/purple-rain-video_6156e84e9.html
uma das minhas musicas preferidas de sempre que aqui partilho
28 de julho de 2009
Fado?!
"Que estranho destino é o meu que apenas me consente paixões ardentes e me faz esgotar em amores improváveis..."
José Manuel Saraiva - Aos olhos de Deus
23 de junho de 2009
Adeus Avô...
"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus."
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus."
Fernando Pessoa
9 de maio de 2009
Never Ending Story ...
Era mais um dia comum, mais um dia imperfeito.
Calmamente, conduzia o carro indiferente a melodia que tocava no rádio. Não tinha em mente um destino definido, apenas sentia a necessidade de parar em algum sítio.
Estacionou o carro, rodou a chave e enquanto tirava o cinto do carro olhava em volta…frio no estômago, o coração disparou.
Fazia algum tempo que não a via, mas na sua mente para sempre ficou, aquele rosto e todos os traços que o compunham. Os seus olhares tocaram-se. Criou-se a dúvida na sua mente:
- Será que ela me reconheceu? Pensou
Ambos saíram do carro e o Destino fê-los novamente convergir para o mesmo sítio.
Ele aguardou na fila enquanto a olhava. A duvida persistia:
– Será que me reconheceste?! Olha para mim de novo, mostra um sinal que me viste…
Sentia o pulsar louco do coração e a adrenalina a correr no corpo. Esperava este reencontro a já algum tempo, mas agora não se sentia seguro de tal Teste. Pensava no que dizer e como o dizer, qual seria a reacção dela.
Calmamente, conduzia o carro indiferente a melodia que tocava no rádio. Não tinha em mente um destino definido, apenas sentia a necessidade de parar em algum sítio.
Estacionou o carro, rodou a chave e enquanto tirava o cinto do carro olhava em volta…frio no estômago, o coração disparou.
Fazia algum tempo que não a via, mas na sua mente para sempre ficou, aquele rosto e todos os traços que o compunham. Os seus olhares tocaram-se. Criou-se a dúvida na sua mente:
- Será que ela me reconheceu? Pensou
Ambos saíram do carro e o Destino fê-los novamente convergir para o mesmo sítio.
Ele aguardou na fila enquanto a olhava. A duvida persistia:
– Será que me reconheceste?! Olha para mim de novo, mostra um sinal que me viste…
Sentia o pulsar louco do coração e a adrenalina a correr no corpo. Esperava este reencontro a já algum tempo, mas agora não se sentia seguro de tal Teste. Pensava no que dizer e como o dizer, qual seria a reacção dela.
Ela virou-se olhando-o, respirou fundo e exclamou:
- Olá, tudo bem? Disse sorrindo como já a muito tempo não sorria.
- Sim, tudo e contigo, tudo bem também? Que fazes por aqui.
- Também estou bem, costumo passar por aqui para comer qualquer coisa antes de ir dar aula. E tu? Perguntou ele, já sabendo qual seria a resposta.
- Eu moro aqui perto.
- Sério, eu costumo passar por aqui várias vezes… Foi giro encontrar-te. Que tens feito, estás a trabalhar?
- Sim, estou num… Enquanto a ouvia falar, a sua mente fixava-se no seu rosto, marcado pelo tempo mas que ostentava a mesma beleza simples pela qual, em parte, se apaixonou fazia alguns anos. Sentia a garganta seca, sem conseguir produzir um som, até que, a custo conseguiu articular algo:
- Desculpa-me!
- Diz?!
- Desculpa-me… pelo que fiz e pelo que não fiz…
- Como assim?!
- Desculpa, pela mágoa e dor que te causei, por ter desistido... e pelo que não fiz. Por não ter tido a coragem suficiente de te dizer a Verdade, de não ter lutado, dado o melhor de mim por ti e pelo teu Amor… A sua mente ligou o botão que o fez voltar a realidade.
– ... Estive num infantário, mas houve uns problemas, fechou e tive a sorte de voltar parar o local onde estava antes. E tu?
- Vou trabalhando naquilo que vai aparecendo. Sempre a procura de algo que me de estabilidade.
- Tem de ser. Tenho de ir, gostei de te ver. Disse ela, sorrindo.
- Eu também gostei! Replicou rapidamente como se fosse das coisas mais importantes que tinha para dizer.
Beijou-a no rosto, sentindo novamente o toque da sua pele. O seu corpo sentia-se fraco novamente enquanto a olhava, vendo-a afastar-se. Olhou em frente, deu alguns passos e sentiu uma certa frustração. Uma ligeira irritação cresceu em si por ter desperdiçado aquela oportunidade.
Olhou, ela tinha-se sentado no carro.
- Ainda havia tempo! Pensou.
Correu…
- Olha, ainda tenho algum tempo antes de me ir embora, queres fazer-me companhia num café? Perguntou tentando esconder o nervosismo.
- Desculpa mas não vai dar, é que tenho uns assuntos para tratar.
- Ok… fica para um outro dia. Disse sentindo-se desiludido.
– Boas Ferias…Festas quer dizer.
- Olá, tudo bem? Disse sorrindo como já a muito tempo não sorria.
- Sim, tudo e contigo, tudo bem também? Que fazes por aqui.
- Também estou bem, costumo passar por aqui para comer qualquer coisa antes de ir dar aula. E tu? Perguntou ele, já sabendo qual seria a resposta.
- Eu moro aqui perto.
- Sério, eu costumo passar por aqui várias vezes… Foi giro encontrar-te. Que tens feito, estás a trabalhar?
- Sim, estou num… Enquanto a ouvia falar, a sua mente fixava-se no seu rosto, marcado pelo tempo mas que ostentava a mesma beleza simples pela qual, em parte, se apaixonou fazia alguns anos. Sentia a garganta seca, sem conseguir produzir um som, até que, a custo conseguiu articular algo:
- Desculpa-me!
- Diz?!
- Desculpa-me… pelo que fiz e pelo que não fiz…
- Como assim?!
- Desculpa, pela mágoa e dor que te causei, por ter desistido... e pelo que não fiz. Por não ter tido a coragem suficiente de te dizer a Verdade, de não ter lutado, dado o melhor de mim por ti e pelo teu Amor… A sua mente ligou o botão que o fez voltar a realidade.
– ... Estive num infantário, mas houve uns problemas, fechou e tive a sorte de voltar parar o local onde estava antes. E tu?
- Vou trabalhando naquilo que vai aparecendo. Sempre a procura de algo que me de estabilidade.
- Tem de ser. Tenho de ir, gostei de te ver. Disse ela, sorrindo.
- Eu também gostei! Replicou rapidamente como se fosse das coisas mais importantes que tinha para dizer.
Beijou-a no rosto, sentindo novamente o toque da sua pele. O seu corpo sentia-se fraco novamente enquanto a olhava, vendo-a afastar-se. Olhou em frente, deu alguns passos e sentiu uma certa frustração. Uma ligeira irritação cresceu em si por ter desperdiçado aquela oportunidade.
Olhou, ela tinha-se sentado no carro.
- Ainda havia tempo! Pensou.
Correu…
- Olha, ainda tenho algum tempo antes de me ir embora, queres fazer-me companhia num café? Perguntou tentando esconder o nervosismo.
- Desculpa mas não vai dar, é que tenho uns assuntos para tratar.
- Ok… fica para um outro dia. Disse sentindo-se desiludido.
– Boas Ferias…Festas quer dizer.
Naquela pequena frase, tinha transparecido, todo o seu estado de alma.
Ficou a vê-la afastando-se no carro, continuando a sentir um misto de sentimentos.
Ficou a vê-la afastando-se no carro, continuando a sentir um misto de sentimentos.
Resignado, encolheu os ombros, meteu as mãos nos bolsos e retomou o seu caminho.
Era mais um dia comum, mais um dia imperfeito…
http://www.clevver.com/music/video/197469/gavin-rossdale-love-remains-the-same.html
17 de março de 2009
Vozes
Vozes ideais e amadas
Daqueles que morreram, e daqueles que são
Para nós perdidos como mortos.
Às vezes nos nossos sonhos falam;
Às vezes no pensamento as ouve a mente.
E como com o seu som por um momento regressam
Sons da primeira poesia da nossa vida-
Qual música, à noite, longínqua, que se apaga.
Daqueles que morreram, e daqueles que são
Para nós perdidos como mortos.
Às vezes nos nossos sonhos falam;
Às vezes no pensamento as ouve a mente.
E como com o seu som por um momento regressam
Sons da primeira poesia da nossa vida-
Qual música, à noite, longínqua, que se apaga.
Konstantinos Kavafis
Ps. Para ti Lena*
3 de março de 2009
Divagações
É engraçado…
Pensarmos que, de certa forma, fomos importantes para alguém. Que fomos ombro amigo, Força, Palavra… Confidentes, gestos e conforto.
Que, na nossa mente ficou a ideia que vincamos uma pessoa pela nossa forma de ser, de agir.
Mas, na realidade acabamos por nos tornar pequenos grãos de areia, indiferenciados, confinados ao Espaço e Tempo, enfiados numa ampulheta, tão iguais e sós, esquecidos.
Enfim, nada tivemos, nada fomos….Vivemos, alguns, em ilusões vãs, esperando um reconhecimento que breve, ou nunca, tarda em acontecer…
Pensarmos que, de certa forma, fomos importantes para alguém. Que fomos ombro amigo, Força, Palavra… Confidentes, gestos e conforto.
Que, na nossa mente ficou a ideia que vincamos uma pessoa pela nossa forma de ser, de agir.
Mas, na realidade acabamos por nos tornar pequenos grãos de areia, indiferenciados, confinados ao Espaço e Tempo, enfiados numa ampulheta, tão iguais e sós, esquecidos.
Enfim, nada tivemos, nada fomos….Vivemos, alguns, em ilusões vãs, esperando um reconhecimento que breve, ou nunca, tarda em acontecer…
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